Escrevo este
artigo para que possamos pensar e avaliar com carinho o quanto cada um está preparado para ter um animalzinho como companhia. E, embora este texto seja adequado a vários tipos de animais, já que nosso site trata de Chihuahuas, falarei mais diretamente sobre cães.
Quando vemos um filhotinho, é tudo muito lindo: ele é fofo, vulnerável. Sentimos logo aquela necessidade de proteger. Queremos levar para casa, comprar brinquedos, roupinhas… Mas, a verdade é que, nesses momentos, precisamos deixar o romantismo de lado e ser realistas, e, ainda, quando necessário, “jogar um balde de água fria” em nossas expectativas. Devemos deixar nossos caprichos de lado e avaliar se realmente temos condições de cuidar do bebê, que logo será um adulto, e talvez você não ache mais tão bonitinho.
Abaixo, alguns detalhes dos quais você deve ter em mente, antes de levar um amigo para casa:
Qualquer cachorro, em alguma época do ano, solta pêlo. Uns mais, outros menos.
Ao menos que seu cachorro seja “ninja”, se você não der banho, ele vai feder!!!
A casa, ou apto pode ficar com cheiro ruim, se você não limpar com freqüência.
O local onde seu cão faz as necessidades deve ser limpo pelo menos duas vezes ao dia. É o mínimo para evitar o odor. Não esqueça que, ainda, quando o cão chega e não conhece o ambiente, é muito provável que ele faça xixi e cocô onde não deve. É preciso ter paciência e carinho para ensiná-lo.
Eles latem, óbvio, pois são cachorros, e essa é a sua natureza.
Cachorros têm sentimentos, e, por isso, vão demonstrar o que sentem do jeito deles. Eles podem morder coisas, roer partes de móveis, rasgar tecidos, fazer xixi ou cocô na porta da casa, quando você sai (ou em outro lugar que entendam que chamarão sua atenção), latir e uivar, entre outros.
Ninguém gosta de solidão, e com cachorros não é diferente. Você precisa estar perto. Se não tem tempo, compre um “tamagochi”.
Lembre-se de que ele está em um ambiente novo, onde tudo é estranho, diferente. Ele tem sua própria personalidade. Nenhum cão é exatamente igual ao outro. Ele não é um robozinho, programado na fábrica, e, por isso, vai precisar se adaptar a sua vida. E você, de certa forma, também deverá adaptar-se à vida dele.
Como qualquer ser vivo neste planeta, ele sente frio, fome, sede, medo, tristeza, alegria, solidão, e precisa de carinho. Não basta comprar uma casinha e encher os potinhos de água e ração. Ele não pediu para ir viver com você, por isso, respeite-o, trate-o como alguém da sua família e aprenda a amá-lo incondicionalmente, porque é esse tipo de amor que ele vai lhe dar.
Pessoalmente
(e acredito que muitos irão concordar comigo), acho que nenhum desses eventuais incômodos é superior ao que você recebe em troca: o companheirismo, a lealdade, as alegrias que só quem tem um animalzinho como amigo conhece. Não existe nada igual no mundo. É realmente especial.
Avalie bem se está preparado para um cãozinho em sua vida. Pegar um bichinho para depois que ele criou laços com você, desistir dele ou então tratá-lo mal, não é uma coisa boa. Não é justo.
Enfim, não há frase mais verdadeira e que se encaixe melhor neste texto do que aquela tão conhecida, de Saint Exupéry, em O Pequeno Príncipe: “Tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas”.