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( fim de malabo news )

História da Raça

A origem do Chihuahua é cercada por grande polêmica. A hipótese mais aceita para seu desenvolvimento é que a raça seja descendente do Techichi, um cão bem pequeno, que convivia com os toltecas, civilização anterior aos astecas no México e que teve seu apogeu no século X. Segundo estudos arqueológicos, o Techichi aparecia em diversas gravuras nas pedras dos templos na região. Esses cães teriam sido perpetuados pelos astecas, sendo considerados sagrados por serem os ‘guias’ das almas pelas ‘trevas’.

Outra teoria afirma que esses cães teriam uma origem muito mais antiga, e que seu berço seria o Oriente, baseando-se na tradição miniaturista dos povos orientais e teriam sido levados para a América nos navios que faziam comércio com a Ásia.

De qualquer maneira, o único consenso diz respeito ao nome da raça: Chihuahua é o nome de um dos estados Mexicanos, onde esses pequenos cães eram vendidos pelos camponeses aos turistas. Já na metade do século XIX eram muito conhecidos nas regiões de fronteira entre Mëxico e Estados Unidos, sendo que o primeiro exemplar aceito no AKC – American Kennel Club data de 1904, mas seu reconhecimento oficial como raça só aconteceu em 1952. Na Europa, os Chihuahuas só chegaram com força após a primeira guerra mundial.

Seu aspecto exótico, com sua cabeça grande e orelhas posicionadas em 45o, aliados ao tamanho diminuto, tornavam-no super adequado para viverem em pequenos espaços, e explicam, em parte sua enorme popularidade.

Outro fator importante – e mais recente – para ampliar a divulgação da raça, especialmente nos Estados Unidos, foi a adoção do Chihuahua como garoto-propaganda de uma rede fast-food de comida mexicana chamada Taco Bell.

Apesar do seu tamanho – o Chihuahua é considerado o menor cão do mundo – a raça é afetuosa e bastante possessiva com seus donos.

É considerado pela maioria das pessoas um cachorrinho de colo, que não precisa de exercícios, mas normalmente o Chihuahua adora pequenos passeios pela rua. Deve-se dar atenção especial ao contato deles com outros animais, porque, a despeito de seu tamanho, o Chihuahua é destemido e pode enfrentar mesmo cães muito maiores do que ele próprio.

A raça é considerada como excelente cão de alerta, no entanto, deve-se evitar que adquiram o hábito de latir em demasia e desnecessariamente.

Segundo o ranking do livro ‘A Inteligência dos Cães’, de Stanley Coren, o Chihuahua aparece apenas na 67ª posição, o que indica que o seu proprietário deve ter bastante paciência se quiser educá-lo aos comandos básicos de obediência.

O Chihuahua é aceito em duas variedades de pêlo: o curto e o longo, sendo aceito pela maioria dos criadores que a variedade de pêlo comprido seja o resultado do cruzamento do Chihuahua de pêlo curto com o Papillon. Quanto às cores, são variadas e todas são aceitas para a raça.

Outro fator importante a considerar é que, apesar do padrão da raça afirmar que o Chihuahua pode pesar entre 0,9 e 3,5Kg, deve-se evitar exemplares excessivamente pequenos. O peso ideal recomendado para os bons cães fica entre 1,3 e 1,8kg.

No Brasil, infelizmente, a raça sofre com a atuação de ‘vendedores’ de cães que produzem com freqüência cães excessivamente pequenos e com graves desvios de comportamento. Bastante comum também é a mestiçagem do Chihuahua com o Pinscher e mesmo com o Lulu da Pomerânia. Por isso é fundamental que o futuro proprietário escolha bem antes de adquirir seu cachorro.

Padrão da Raça – FCI

Fonte: The Dog´s Times